Um fotógrafo é um caçador de luz. Então porque não chamar uma expedição fotográfica de safari. Ai vale tudo porque é elaboração, emoção e contemplação que estão movendo anéis de foco e zoom. Sem pressa, nada de disparos automáticos, nada de gente sorrindo amarelo em poses desbotadas e artificiais. Paisagens e gentes - nossos grandes temas - mas também a poesia que existe no banal, no cotidiano visto pelo olhar de fotógrafo que não se acomoda com belezas pré-moldadas e previsíveis. Tudo é bom pra fotografia, tudo é temática pra fotógrafo. A companhia de outros fotógrafos estimula a troca de experiências, a diversidade de olhares revelará a imensa riqueza da linguagem fotográfica. Ninguém trará a caçã igual. Um que viu um bicho raro num rosto de criança, outro que conseguiu na luz da aurora em uma vereda de cerrado...E assim caminha a criatividade por mistérios que o processo fotográfico proporciona revelações sem limites. A arma é pacífica. Se chama câmera fotográfica.

A arma não é de destruição. É de preservação biologica, humanista, ambiental e se chama câmera fotográfica. Uma querida extensão dos nossos braços, coração e cabeça. Como disse Bresson, tudo numa unica mira.

 
   
 
 
     
     
 
 
 
 
 
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